terça-feira, 20 de novembro de 2012

HOMENAGENS A PESSOAS VIVAS

Acho incrível como as pessoas se aproveitam da máquina pública para "homenagear" pessoas vivas.

Acho ainda pior ver que as pessoas recebem essa homenagem de forma natural, por pura vaidade.
As pessoas que merecem reconhecimento de verdade, acabam sendo deixadas de lado para homenagens a pessoas vivas que muitas vezes nem percebem que essa "homenagem" é apenas uma forma de agradar para cobrar no futuro. E não digo isso porque as pessoas não mereçam, pode até ser que mereçam sim, mas porque fazer esse reconhecimento de forma irregular? 
Vocês sabiam que existe uma lei que trata exatamente sobre esse assunto?
Segundo a lei 6.454 de 1977, fica proibido, em todo território nacional, dar nome de pessoas vivas a prédios ou outros bens públicos que pertençam a União, o que exclui Estados e municípios. Ruas, praças e avenidas são de competência dos vereadores nas Câmaras. Prédios públicos, estradas e escolas estaduais são de domínio das Assembleias Legislativas. Além disso, prefeitos também podem dar nomes a placas por meio de decretos.
Como a lei é vaga, acaba deixando espaço para que maus gestores públicos, utilizem dessa "brecha" para usar da máquina pública para homenagear aliados ou até mesmo membros da sua própria família.
Ainda aproveitando a oportunidade desse espaço, venho mencionar que várias cidades já entraram com ações populares para tentar barrar essa prática, baseados no artigo 37 da Constituição Federal de 1988, onde deixa bem claro que a administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade e de impessoalidade, para que ninguém seja beneficiado nem atue de acordo com interesses particulares. Sendo que dessa forma essa prática é um desrespeito aos princípios fundamentais da Administração Pública.
Aproveito ainda para citar o que o jurista Celso Antonio Bandeira de Mello disse sobre essa prática ele diz: "a desatenção a um princípio é a mais grave forma de ILEGALIDADE OU INCONSTITUCIONALIDADE porque representa insurgência contra todo o sistema, subversão de seus valores fundamentais, contumélia irremissível a seu arcabouço lógico e corrosão de sua estrutura mestra. Isto porque, com ofendê-lo, abatem-se as vigas que o sustém e alui-se toda a segurança reforçada."

Dessa forma não compreendo como alguém vivo, pode se sentir lisonjeado com uma homenagem que fere a Constituição Federal na maior cara de pau do mundo!
Alegar ignorância nesse caso no meu ponto de vista é mera conveniência daqueles que agem dessa forma.
Tenho certeza de que se fizer uma consulta popular com nomes de relevância social e política na cidade e o verdadeiro fundamento da lei, que a decisão será outra. 
Espero que pessoas VIVAS e HONESTAS que recebam esse título usado como homenagem, que tenha a dignidade de recusar demonstrando que são pessoas merecedoras sim de títulos, mas que o receberão dentro da lei, seguindo todos os princípios da Administração Pública, evitando falhas e mau uso da legislação. Estas sim são merecedoras de homenagens e títulos, pois defenderam de verdade o bem comum da população e a efetividade e legalidade da Constituição Federal que é nossa maior lei.
Fica aqui meu protesto com alguns casos que tem acontecidos em Analândia. Espero que isso seja revisto e que sejam locais públicos sejam usados para homenagear pessoas mortas que realmente fizeram o bem para a cidade!

Texto enviado pela Colaboradora Liana Morisco

sexta-feira, 16 de novembro de 2012


CETESB ATRIBUI A PREFEITURA DECISÃO SOBRE INUTILIZAÇÃO DO ATERRO DE ANALÂNDIA (SP)


A agência da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) em Piracicaba (SP) afirma que a decisão de não utilizar o aterro sanitário liberado pa
ra Analândia (SP) foi do município. Semana passada o supervisor do Departamento de Água e Esgoto, José Batista Marinho, disse que depois de uma vistoria no local em setembro, a Cetesb teria determinado que o local fosse desativado.

A autorização para o funcionamento da área foi concedida em fevereiro deste ano. A Prefeitura recebeu a licença de operação e investiu R$ 160 mil para a construção, mas continua pagando pelo transporte do lixo até Guatapará, a mais de 100 quilômetros do local.

A administração municipal informou nesta segunda-feira (12) que essa decisão foi tomada porque ficaria mais barato enviar o lixo para outra cidade, em função de uma nova exigência da Cetesb. Procurada nesta terça-feira (13) para comentar o posicionamento do órgão, a Prefeitura não retornou o contato.

O supervisor do Departamento de Água e Esgoto, José Batista Marinho, explicou que apesar de receber da Cetesb a licença de operação, a cidade não tinha local para armazenar o chorume. O custo do transporte mensal seria menor do que a manutenção do próprio aterro.

A ONG Amigos Associados de Analândia (SP) entrou com uma ação popular na Justiça por suspeita de improbidade administrativa. Segundo o site Transparência, do Tribunal de Contas do Estado (TCE), nos oitos primeiros meses do ano foram pagos R$ 43 mil por esse serviço. “O dinheiro público está sendo desperdiçado porque todo dia o lixo está sendo levado para a outra cidade”, disse Vanderelei Vivaldini Junior, vice-presidente da ONG.

Na semana passada, o vereador Rodrigo Balerini presenciou funcionários retirando as cercas ao redor da vala que havia sido coberta. O vereador registrou um boletim de ocorrência na polícia. A reportagem esteve no local nesta segunda-feira e registrou que a manta impermeável que protege o solo contra contaminação foi retirada. “Eles fizeram isso justamente porque a manta não tem função. Ali dentro não tem lixo, então não tem motivos para ela estar aí”, ressaltou Balerini.



‘Quer ser bom prefeito? É só não roubar’

14/11/2012

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Aproveitem isso vai somente até 31 de dezembro !


CÂMARA DE ANALÂNDIA APROVA PACOTE DE MEDIDAS PARA TENTAR ATRAPALHAR INÍCIO DA PRÓXIMA ADMINISTRAÇÃO.

Servil como sempre, a Câmara Municipal de Analândia aprovou ontem à noite um pacote de medidas que visam atrapalhar o início da próxima administração. Dezenas de cargos confiança foram extintos. Além disso, numa atitude de revanchismo, os vereadores aprovaram a exigência de curso superior para ser secret
ário municipal. A população quer saber por qual motivo tais medidas não foram aprovadas no início da atual administração.

Ocorre que a medida é inconstitucional e será devidamente derrubada na Justiça pela próxima administração. Afinal, acaso é necessário ter curso superior para ser vereador, prefeito, governador, ministro ou presidente da República?

Apenas os vereadores Rodrigo Balerini e Adriano Bezerra foram contra o pacote de maldades e revanchismo da atual administração, que incluiu a destruição do aterro sanitário para que não possa ser utilizado na próxima administração e o envio a leilão de diversas máquinas e equipamentos pertencentes ao povo do município.

Não é à toa que muitos dos vereadores que votaram a favor do pacote de maldades não foram reeleitos e a partir de 1º de janeiro serão desmamados.

O prefeito Luizinho Garbuio bem que poderia deixar com um pingo de dignidade.


Fábio Oliva

terça-feira, 13 de novembro de 2012

ONG de Analândia, SP, denuncia gasto de dinheiro público em aterro!




Prefeitura investiu R$ 160 mil no local, mas lixo é enviado para Guatapará.
Associação entrou com ação na Justiça por improbidade administrativa.

Do G1 São Carlos e Araraquara
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A ONG Amigos Associados de Analândia (SP) entrou com uma ação popular na Justiça por suspeita de improbidade administrativa. No documento a ONG informa que em fevereiro deste ano a Prefeitura recebeu licença de operação e investiu R$ 160 mil na construção do aterro sanitário, mas continua pagando pelo transporte do lixo até Guatapará, a mais de 100 quilômetros do local.
Segundo o site Transparência, do Tribunal de Contas do Estado (TCE), nos oitos primeiros meses do ano foram pagos R$ 43 mil por esse serviço. “O dinheiro público está sendo desperdiçado porque todo dia o lixo está sendo levado para a outra cidade”, disse Vanderelei Vivaldini Junior, vice-presidente da ONG.
Na semana passada, o vereador Rodrigo Balerini presenciou funcionários retirando as cercas ao redor da vala que havia sido coberta. O vereador registrou um boletim de ocorrência na polícia. A reportagem esteve no local nesta segunda-feira (12) e registrou que a manta impermeável que protege o solo contra contaminação foi retirada.“Eles fizeram isso justamente porque a manta não tem função. Ali dentro não tem lixo, então não tem motivos para ela estar aí”, ressaltou Balerini.
A Prefeitura confirma que o aterro não foi utilizado e que apenas entulho foi descartado na área. O supervisor do Departamento de Água e Esgoto, José Batista Marinho, explicou que apesar de receber da Cetesb a licença de operação, a cidade não tinha local para armazenar o chorume. O custo do transporte mensal é menor do que a manutenção do próprio aterro.Depois de uma vistoria em setembro, a Cetesb determinou que o local fosse desativado.
Prefeitura confirma que o aterro sanitário não foi utilizado  (Foto: Marlon Tavoni / EPTV)Prefeitura de Analândia confirma que o aterro sanitário não foi utilizado (Foto: Marlon Tavoni / EPTV)
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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Cadê o Prefeito de Analândia ?

Alguém sabe onde o Luisinho está ? A coisa está feia, será que ele sabe o que estão fazendo no aterro sanitário municipal de Analândia ?
Se não sabe é bom saber, pois é um crime e vai sair caro !  Assim é o aterro, colocaram umas 50 toneladas de terra, mas agora veja abaixo como ficou o aterro do municipio !
Taparam de terra, a mesma terra que tiraram para fazer a vala foi colocada novamente ! Rasgaram a lona !
Luisinho tome uma atitude, será que você não desconfia que vai sobrar para você pagar a conta ?  Aliás até 31 de dezembro oficialmente é você o responsável ! Esse é mais um crime e você responderá por ele !

sábado, 10 de novembro de 2012


Pessoa física versus corrupção pública


http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,pessoa-fisica-versus-corrupcao-publica,958282,0.htm



Iniciativas populares espalhadas pelo País lutam para fiscalizar governos municipais, denunciar prefeitos corruptos e aproximar o debate concentrado em Brasília da população que mais necessita de ações contra os escândalos políticos

10 de novembro de 2012 | 2h 05

DÉBORA ÁLVARES / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo
Muitas vezes o combate à corrupção não aparece apenas nas salas dos órgãos de controle oficial, como o Ministério Público, a Controladoria-Geral da União, o Tribunal de Contas ou a Polícia Federal. Aliás, é bem longe dessas salas, em cidades diminutas que muitos não sabem nem apontar no mapa, que pessoas comuns, munidas de um engajamento pouco comum, estão mudando a maneira de lidar com a corrupção - aproximando, assim, o debate concentrado em Brasília da população que mais necessita de ações contra os escândalos políticos.
São exemplos como o do mineiro Fábio Oliva e da sua Associação de Amigos de Januária (Asajan), que desde 2004 já derrubou quatro prefeitos da cidade do norte de Minas Gerais - ao todo sete pessoas já ocuparam a cadeira da administração municipal nesse período. Ou do "caminhante" Arimatéia Dantas, um advogado que comanda uma marcha contra a corrupção pelo sertão do Piauí. "Corrupção tem em toda parte", diz Dantas, que participou com Oliva da 15.ª Conferência Internacional Anticorrupção, que começou em Brasília na quarta-feira e termina hoje. "O que temos que fazer é uma força-tarefa popular, porque só o povo está em todo lugar ao mesmo tempo. E é o olho do povo que vai impedir que o roubo aconteça."
A falta de combustível em uma ambulância no percurso entre Januária e Montes Claros deu menos tempo de vida ao pai de Fábio Oliva e desencadeou um processo de mudança. Um AVC e um hospital sem médicos, enfermeiros ou mesmo medicação levaram o patriarca da família Oliva a ter de ser transportado para outro centro de saúde.
Sem profissionais capacitados, ele foi acompanhado por um faxineiro da unidade de saúde. E sem combustível, o motorista da ambulância teve de parar na estrada e ser obrigado a recorrer à família do paciente, que abasteceu o veículo, mas não conseguiu salvar o pai a tempo.
"Meu pai faleceu não apenas por um problema de saúde, mas de corrupção. Ele poderia falecer de qualquer jeito, mas morreria em condições mais dignas, com menos sofrimento, com o correto atendimento", desabafa Fábio Oliva. Revoltados, os irmãos Oliva procuraram ONGs de combate à corrupção e decidiram fundar a Asajan.
No início, a população januarense, intimidada ou simplesmente, desarticulada, apoiou o projeto de forma apenas tímida. Só oito pessoas integraram a diretoria que instituiu a ONG. A primeira apuração da Asajan, no entanto, deu fôlego à caça de políticos. "Nos chamou a atenção alguns itens da licitação de compra de materiais escolares, como seis mil apagadores. Januária tem apenas 120 escolas", conta ele. A investigação levou à descoberta de empresas de fachada e culminou na prisão, em 2006, do ex-prefeito Josefino Lopes Viana (PP), que havia sido cassado em 2004. À época, ele ficou preso apenas seis dias, mas em dezembro do ano passado foi condenado a 6 anos e 11 meses de prisão por desvio e apropriação de recursos públicos federais. O ex-secretário de Finanças Fabrício Viana de Aquino recebeu a pena de 13 anos, 7 meses e 10 dias de detenção pelo envolvimento no escândalo.
Mais do que cassação de outros três prefeitos que fraudaram licitações, pressionaram testemunhas e fizeram propaganda eleitoral irregular, o fruto do trabalho da Asajan, acredita Oliva, é a mudança na mentalidade da população. "Antes da prisão (de Josefino), em 2006, só a nossa ONG apresentava denúncias ao Ministério Público. Hoje, o próprio cidadão criou coragem e começou a tomar conta da administração", explica.
A saga da Asajan não terminou, nem o troca-troca de prefeito de Januária. O atual prefeito, Maurílio Néris de Andrade Arruda (PTC), não se reelegeu em outubro e termina o mandato com seus bens bloqueados pelo Ministério Público. Pesa sobre ele a acusação de cometer irregularidades em repasses de recursos ao Instituto de Previdência de Januária, em 2009. A Justiça estima que Arruda causou um prejuízo de mais de R$ 6 milhões ao município.
Casa em casa. Era dia 23 de julho de 2012 e Arimatéia Dantas concluía mais uma marcha contra a corrupção. Era a 11.ª de sua "carreira". O protesto do advogado cearense, no entanto, não se parece em nada com as grandes manifestações que reúnem milhares de pessoas, a exemplo da 1.ª Marcha da Corrupção, que levou mais de 30 mil pessoas à Esplanada dos Ministérios, em Brasília, em setembro do ano passado. Ao contrário. Os manifestantes não passaram de dez. "As pessoas não têm coragem de caminhar", diz. A falta de coragem decorre, em grande parte, do esforço exigido na empreitada: pelo menos 100 quilômetros percorridos ao longo de aproximados 15 dias. Em 11 anos da caminhadas-protesto, que ocorrem sempre uma vez por ano, Dantas já percorreu exatos 2.608 km.
O percurso é escolhido com base em apurações prévias de problemas na administração de cidades do interior do Piauí. "Escolhemos as cidades por onde vamos passar, analisando aquelas que têm obras paradas, fraudes em licitações, desvios de verbas", explica. Para isso, a Lei de Acesso à Informação foi fundamental para o grupo, que usa também o Portal da Transparência e relatórios da Controladoria Geral da União (CGU).
Mais do que bater na porta das autoridades municipais, cobrar atitudes e denunciar as irregularidades, o grupo da Força Tarefa Popular - uma iniciativa do próprio Dantas - busca ampliar a rede de fiscalizadores, com dicas de como acompanhar e verificar o andamento da gestão municipal. "As aulas de cidadania, em que ensinamos como fiscalizar e mostramos em um telão as obras que estão pela metade, mudam a visão das pessoas. Não precisamos incentivar um ódio pelo poder público, só mostramos a realidade. O método funciona porque fazemos a população se perguntar por que as coisas não estão certas, e cada uma vai formatando o seu pensamento."
A iniciativa, que começou anônima, hoje já é conhecida no interior do Piauí. E rendeu melhorias significativas para a vida da população das cidades por onde passou. Calçadas pela metade foram concluídas, bem como ruas que deveriam ser asfaltadas e estavam com obras estagnadas. Escolas precárias ganharam novos equipamentos. "E o mais importante, começa um processo de conscientização contra a injustiça social causada pela corrupção", finaliza Dantas.


SEXTA-FEIRA, 9 DE NOVEMBRO DE 2012


Integrantes da Rede AMARRIBO são recebidos pelo Ministro José Eduardo Cardozo

Integrantes da Rede AMARRIBO Brasil foram recebidos pelo Ministro José Eduardo Cardozo, após sua participação em Plenária, durante evento Anticorrupção que está sendo realizado em Brasília.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012


QUA 07 NOV 2012 edição 01 
WWW.15IACC.ORG 
A 15 ª Conferência internacional anticorrupção boletim eletrônico Caro torcedor IACC,

Mobilizar pessoas: agentes de ligação da mudança - a IACC 15 começou oficialmente, reunindo mais de 1.500 pessoas de todo política, jornalismo empresarial e da sociedade civil. Da luta contra a impunidade, a corrupção no desporto e confiança restauração no sistema financeiro, a IACC será enfrentar algumas grandes questões nos próximos dias, e nós estaremos mantendo-se atualizado sobre todas as discussões. Se você está se juntando a nós no Brasil, ou após a conferência por vídeo-link ou mídia social, vamos trazer você destaca de toda a conferência, diretamente para a sua caixa de entrada todos os dias. 


BEM-VINDO AO IACC
Barry O'Keefe, Presidente do Conselho IACC

"Fortalecidos pessoas criam mudança. Reconhecemos que envolve pessoas precisa de tempo, idéias novas e um espaço vibrante civil. O nosso papel deve ser o de apoiar as pessoas que estão dispostas a mudar as regras do jogo. "É com estas palavras que concluímos a IACC 14 em Banguecoque e por isso é apropriado para a reflexão sobre eles como nós nos encontramos para esta conferência em Brasília, sob a bandeira de "Pessoas Mobilização: Agentes de ligação da Mudança". > Leia mais



ENTREVISTA
Ministro Jorge Hage Sobrinho, chefe do Escritório de Controladoria Geral, Brasil
A corrupção não é um desafio a ser enfrentado por um lado só, é um fenômeno multifacetado. Ele pede o envolvimento de todos os setores da sociedade, incluindo o setor privado, a sociedade civil e os cidadãos em geral. Essa é a razão pela qual nós colocamos tanta ênfase em medidas de transparência. É porque acreditamos que os cidadãos têm de participar neste esforço, o que só é possível se você conceder-lhes informação e transparência. Como tal, acho que foi muita sorte que a IACC 15 tem mobilização pública como tema central. > Leia mais



ENTREVISTA
Huguette Labelle, presidente da Transparência Internacional
Quando nos conhecemos há dois anos contra o pano de fundo de uma crise financeira crescente, restaurar a confiança do público era um imperativo. Desde então, temos visto as conseqüências de potência vezes abusadas incontáveis. A partir da Primavera Árabe para o verão indiano ao Movimento Occupy - havia muitas causas por trás dessas manifestações, mas a frustração pública de corrupção e inúmeros líderes era uma linha comum em todo. > Leia mais


Mantenha-se informado
A IACC Hoje
Já se perguntou onde as pessoas viajam de participar do IACC? Olhando para essa palavra em Português? A IACC Hoje tem as respostas, e mais. Obtenha os factos e figuras que você precisa saber e descobrir o que os maiores palestrantes estão dizendo. E não se esqueça de testar o seu conhecimento com a nossa palavra cruzada anti-corrupção. > Leia mais

UMA OLHADA 

DIA 1
Quarta-feira 07 de novembro


10:00

Conferência de abertura
10:30-12:00

sessão plenária especial: Soluções globais contra a corrupção
14:00-15:30
plenária de abertura: as pessoas Mobilização: conectando agentes de mudança. Será que estamos prontos?
15:45-17:30
I Plenária: impunidade fim: estamos mais perto?




terça-feira, 6 de novembro de 2012

JOVENS DO BRASIL PRESENTES NA 3rd GYAC


Brasil, Nova Zelândia, Líbano, Colômbia, EUA, Afeganistão, Portugal, Nicarágua, Paraguai, Camarões, Filipinas, Egito, Sri Lanka, Peru e mais 40 países presentes no Fórum Vozes Contra a Corrupção da GYAC (Global Youth Anti-Corruption Network).
O Brasil está representado pelas Organizações AMASA, AMARRIBO, BATRA, MATRA  e Juventude Consciente.
É uma oportunidade única, onde há troca de conhecimento, de ferramentas de controle social e de informações sobre a corrupção no mundo, mostra que não estamos sozinho nessa causa.
Vários países apresentando sua situação que vai desde um simples desvio de verbas, até as violências mais absurdas como os crimes contra jornalistas no México.
Podemos dizer que em relação as ferramentas de controle social, que estamos muito a frente de outros países, o que nos leva a acreditar que uma maior mobilização das pessoas, com um maior treinamento e mais informação para poder atuar mais efetivamente na luta contra a corrupção serão fatores essenciais para que atinjamos índices de conscientização e participação da população na gestão de políticas públicas.
A 3rd GYAC acontece em Brasília, dias 5 e 6 de novembro. 

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Internautas poderão acompanhar 15ª IACC nas redes sociais

Quem quiser seguir as atualizações sobre a 15ª Conferência Internacional Anticorrupção (IACC), que acontece de 7 a 11 de novembro, em Brasília (DF), terá à disposição os canais de mídias sociais oficiais do evento e da Amarribo Brasil e CGU, organizadores da conferência. Além da cobertura das plenárias e palestras, as redes permitirão o debate on-line sobre a corrupção.
 
   O conteúdo oficial será produzido por jovens escolhidos por meio do programa “Jovens Jornalistas”, que selecionou profissionais recém-formados ou blogueiros interessados em trabalhar na equipe de cobertura da conferência. “O combate à corrupção está ganhando corpo, saindo do papel. Ações estão sendo organizadas em todas as partes do planeta visando esta luta. Mesmo quem não puder acompanhar in loco a IACC terá a oportunidade de seguir os canais e fazer parte dessa onda”, afirma Nicole Verillo, coordenadora de Desenvolvimento Institucional da Amarribo Brasil.
   A 15ª IACC é promovida pela Transparência Internacional (TI), organização não-governamental dedicada ao combate à corrupção em todo mundo, e organizada pela Amarribo Brasil (representante da TI no Brasil) e pela Controladoria-Geral da União (CGU), com o apoio do Instituto Ethos, e reunirá chefes de Estado, sociedade civil e os setores público e privado para discutir boas práticas, compartilhar experiências e traçar estratégias comuns para o desenvolvimento de medidas de prevenção e combate à corrupção.
Mídias sociais – 15ª IACC:
Mídias sociais – Amarribo Brasil:
Mídias sociais – CGU:
Informações para a imprensa
CDI Comunicação Corporativa

Assessoria de Comunicação Social
Controladoria-Geral da União (CGU)

domingo, 4 de novembro de 2012




Lizete Verillo, da AMARRIBO Brasil


Quase um em cada quatro brasileiros (23%) afirma que dar dinheiro a um guarda para evitar uma multa não chega a ser um ato corrupto, de acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de Minas Gerais e o Instituto Vox Populi.

Os números refletem o quanto atitudes ilícitas, como essa, de tão enraizados em parte da sociedade brasileira, acabam sendo encarados como parte do cotidiano.

´Muitas pessoas não enxergam o desvio privado como corrupção, só levam em conta a corrupção no ambiente público´, diz o promotor de Justiça Jairo Cruz Moreira.

Ele é coordenador nacional da campanha do Ministério Público ´O que você tem a ver com a corrupção´, que pretende mostrar como atitudes que muitos consideram normal são, na verdade, um desvirtuamento ético.

Como lida diariamente com o assunto, Moreira ajudou a BBC Brasil a elaborar uma lista de dez atitudes que os brasileiros costumam tomar e que, por vezes, nem percebem que se trata de corrupção.

Não dar nota fiscal Não declarar Imposto de Renda Tentar subornar o guarda para evitar multas Falsificar carteirinha de estudante Dar/aceitar troco errado Roubar TV a cabo Furar fila Comprar produtos falsificados No trabalho, bater ponto pelo colega Falsificar assinaturas ´Aceitar essas pequenas corrupções legitima aceitar grandes corrupções´, afirma o promotor. ´Seguindo esse raciocínio, seria algo como um menino que hoje não vê problema em colar na prova ser mais propenso a, mais pra frente, subornar um guarda sem achar que isso é corrupção.´

Segundo a pesquisa da UFMG, 35% dos entrevistados dizem que algumas coisas podem ser um pouco erradas, mas não corruptas, como sonegar impostos quando a taxa é cara demais.

Otimismo

Mas a sondagem também mostra dados positivos, como o fato de 84% dos ouvidos afirmar que, em qualquer situação, existe sempre a chance de a pessoa ser honesta.

A psicóloga Lizete Verillo, diretora da ONG Amarribo (representante no Brasil da Transparência Internacional), afirma que em 12 anos trabalhando com ações anti-corrupção ela nunca esteve tão otimista - e justamente por causa dos jovens.

´Quando começamos, havia um distanciamento do jovem em relação à política´, diz Lizete. ´Aliás, havia pouco engajamento em relação a tudo, queriam saber mais é de festas. A corrupção não dizia respeito a eles.´

´Há dois anos, venho percebendo uma grande mudança entre os jovens. Estão mais envolvidos, cobrando mais, em diversas áreas, não só da política.´

Para Lizete, esse cenário animador foi criado por diversos fatores, especialmente pela explosão das redes sociais, que são extremamente populares entre os jovens e uma ótima maneira de promover a fiscalização e a mobilização.

Mas se a internet está ajudando os jovens, na opinião da psicóloga, as escolas estão deixando a desejar na hora de incentivar o engajamento e conscientizá-los sobre a corrupção

´Em geral, a escola é muito omissa. Estão apenas começando nesse assunto, com iniciativas isoladas. O que é uma pena, porque agora, com o mensalão, temos um enorme passo para a conscientização, mas que pouco avança se a educação não seguir junto´, diz a diretora. ´É preciso ensinar esses jovens a ter ética, transparência e também a exercer cidadania.´

Políticos x cidadão comum

Os especialistas concordam que a corrupção do cotidiano acaba sendo alimentada pela corrupção política.
Se há impunidade no alto escalão, cria-se, segundo Lizete, um clima para que isso se replique no cotidiano do cidadão comum, com consequências graves. Isso porque a corrupção prejudica vários níveis da sociedade e cria um ciclo vicioso, caso de uma empresa que não consegue nota fiscal e, assim, não presta contas honestamente.

De acordo com o Ministério Público, a corrupção corrói vários níveis da sociedade, da prestação dos serviços públicos ao desenvolvimento social e econômico do país, e compromete a vida das gerações atuais e futuras.